A técnica diz-me o que está a acontecer. O território diz-me porquê.
Sou licenciado em Enologia pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Mas a formação académica é apenas metade da história.
A outra metade aprendi sozinho, ao longo de quase 3 décadas a decifrar territórios — geologia, clima, ecossistemas, ciclos naturais. Essa leitura de paisagem não ficou separada do meu trabalho com vinho. Tornou-se a lente através da qual interpreto cada parcela, cada colheita, cada decisão de vinificação.



Porque trabalho assim
Um curso de Enologia ensina a ler dados de maturação, a controlar fermentações, a tomar decisões técnicas corretas. O que não ensina é a perguntar porquê um determinado solo, numa determinada orientação, produz consistentemente um perfil que ninguém esperava.
Essa pergunta aprendi a fazê-la nas Serras de Aire e Candeeiros, onde sou guia naturalista e ajudo os visitantes a decifrar 150 milhões de anos de geologia para quem nunca tinham olhado para uma rocha com atenção. Trouxe essa curiosidade para o vinho.
Foi essa pergunta que me levou a desafiar os Vinhos Franco a vinificar uma vinha à parte. Uma decisão que deu origem ao Joana da Cana Reserva, distinguido como melhor vinho num concurso em Nova York.
Não foi sorte.
Foi o resultado de tratar o terroir como algo que tem algo para dizer, se alguém estiver disposto a ouvir.
Onde trabalho hoje
Vinhos Franco — Tejo
Enólogo responsável pelas decisões técnicas de vinificação, controlo de maturação e desenvolvimento das diferentes gamas de vinhos.
Herdade dos Templários – Tejo
Enólogo-consultor, acompanhando decisões técnicas e de terroir para a quinta.
Consultoria independente
Disponível para outros projetos que procurem esta combinação de rigor técnico e leitura de território.
